La #spanishrevolution explicada a un brasileño

Por Bernardo Gutiérrez

He hecho un texto matriz para prensa, blogosfera e medios informativos de Brasil, que iré adaptando según las necesidades. Lo cuelgo tal cual en portugués porque hay poco en esta lengua en la red. Podéis traducirlo gracias a nuestros comunes amigos Google Chrome y Google Language:

Muitos amigos brasileiros estão perguntando para mim sobre a #spanishrevolution. O mídia mainstream brasileira publicou pouco e entendeu quase nada. Por isso, vou fazer um exercício muito simples para entender a chamada #spanishrevolution. Imagina que uma ministra de Cultura (Ana Buarque do Holanda, por exemplo) aprova uma lei sobre direitos de autor da Internet que despreza licenças como Creative Commons, corta liberdades civis na rede e faz o jogo da indústria audiovisual. Um grupo de ativistas digitais cria uma plataforma #navoteneles, pedindo para castigar os partidos que aprovaram a lei (imaginemos aqui, PT, PSDB e PMDB). O grupo, indignado com os casos de corrupção, começa fazer ´wikimapas´ feitos em redes com os candidatos corruptos.

Depois, milhares de grupos que lutam por causas diferentes entram na luta pedindo uma “democracia real” mais participativa e transparente e outro sistema económico alternativo ao liberalismo. A revolução #democraciareala estoura quando a policia despeja um grupo de pessoas que estavam acampadas na principal praça da capital do país. As redes sociais espalham rapidamente a #brazilianrevolution e os cidadãos, altamente conectados, descentralizados e organizados, invadem as praças do país inteiro e discutem, no asfalto e na Rede, uma nova sociedade. A campanha política em andamento para as eleições regionais fica paralizada e o mundo começa olhar para uma nova revolução digital de consequências imprevisíveis. Entendeu agora o que aconteceu na Espanha e as ideias que se espalham pelo mundo? Só falta temperar isso com uma crise económica (internacional) e a explosão de uma gigantesca bolha imobiliária (espanhola) para completar a ecuação.

Veja o resto do post no próprio blog do Bernardo, Desde Alfa Centauro

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