A revolução não será tuitada

Na semana das declarações infelizes, sobrou para todo mundo: associação de bairro nobre, músico, humoristas e até pra dirigente de futebol. A grande polêmica, sem dúvida, foi graças as 3,5 mil assinaturas que contestavam a construção de uma estação de metrô no bairro de Higienópolis. Rapidamente, internautas criaram um churrasco ironizando tal atitude, mas que ganhou as ruas e reuniu, no mínimo, duas mil pessoas no último sábado.

Sim, o inconformismo das 60 mil pessoas saiu do sofá!

E acho que virou uma tendência. O “Churrascão da Gente Diferenciada” foi um marco no Brasil, assim como a “Marcha das Vadias”, nos EUA e Canadá.

A outra infelicidade da semana foi protagonizada pelo músico e enólogo, pessoa de timbres que invejaria Quincy Jones, Ed Motta. Na sua página no Facebook ele falou mal de músicos, da estética do povo brasileiro, das mulheres e demostrou uma incrível soberba. Ao perceber a cagada que fez, tratou de se retratar. Mas acho que será uma mancha eterna na sua carreira.

A sorte dele é que não tem nenhum show agendado por esses dias, provavelmente iriam criar algo semelhante, como uma “degustação de vinhos das pessoas feias e sem cultura!”

Abram o olho! Não acredito que a revolução será feita pelo Twitter ou qualquer outra rede social, mas que elas serão como os panfletos nas portas de fábrica, serão.

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